sábado, 22 de abril de 2017

Zine G - Rock News

Canal "Zine G" no Youtube é muito legal! Tudo sobre as novidades do mundo da música, feito pelo lavrense Nelson Rogério, o Geo. Vale a pena conferir!

 

sábado, 15 de abril de 2017

Flâmula da República El Toro de Lavras (Anos 1950)


Nessa república estudou o engenheiro agrônomo Antônio José Ernesto Coelho, "Toninho Estereofônico", cunhado do prof. Renato Libeck.


sábado, 1 de abril de 2017

A História do Teatro de Lavras

Parece estranho à sociedade atual encontrar algum divertimento sem que haja algum aparelho eletrônico ou tecnológico envolvidos. Mas diversão, evidentemente, era o que não faltava nos tempos passados, sendo a música e o teatro as principais expressões artísticas que entretinham as pessoas.

Em relação ao teatro, menciona-se em Minas Gerais a existência de casas de ópera em Ouro Preto (1770), São João del-Rei (1778) e até mesmo no arraial de Perdões (c. 1790), àquele tempo território pertencente à freguesia de Lavras do Funil. Esta Casa de Ópera provavelmente estava relacionada à controversa figura do sargento-mor Romão Fagundes do Amaral (1740-1825), chamado o “Poeta de Trás da Serra”, autor de versos satíricos e cujo comportamento devasso o levou a ser processado pela Inquisição.

A mais antiga casa de eventos em Lavras que temos notícia era o Teatro Sant’Ana, construído em 1862 por iniciativa de Francisco Couto e Silva e outros setenta lavrenses que adquiriram as quotas de 100$000 réis cada (algo equivalente a 100g de ouro). O teatro recebia as diversas companhias artísticas que realizavam turnês pelo interior de Minas Gerais, e o repertório se constituía de comédias e peças de conteúdo romântico. Em 1882 diversos acionistas cederam suas quotas à municipalidade, que encampou o Teatro Sant’Ana para reorganizá-lo e abri-lo novamente aos espetáculos. Márcio Salviano Vilela [2007] registra a intensa atividade cultural que movimentava o teatro: havia óperas, concertos musicais e peças teatrais escritas e encenadas não só por companhias itinerantes, mas também por gente da terra – como as peças “O sacrifício por amor” (drama) e “Genro abolicionista e sogra escravocrata” (comédia), do prof. Azarias Ribeiro (1901). Os avanços tecnológicos e a chegada da energia elétrica inaugurariam uma nova fase no Teatro Municipal de Lavras. Em 25 de março de 1911 ele passou a abrigar o Cine Internacional, empreendimento feito por Francisco Pizzolante. Este firmou acordo com a municipalidade, em 1914, para alugar o teatro por vinte anos, ficando sua empresa responsável pela reforma total do edifício.

A reinauguração do Teatro Municipal, agora com o nome Teatro Cinema Internacional Bar, ocorreria há pouco mais de cem anos, exatamente em 15 de fevereiro de 1917, quando Lavras ganhou uma das melhores casas de eventos do interior do Brasil. Na estréia, a Grande Companhia Lyrica Italiana Rotoli-Billoro apresentou a ópera “Aida”, de Verdi, seguida por várias óperas famosas em sua temporada na cidade ao longo do mês. Pelas décadas seguintes o rebatizado o Cine-Teatro Municipal continuou aberto a eventos de gala e requinte, revezando projeções de cinema, apresentações teatrais, ópera e concertos musicais. Permanecia também os acordos entre o poder público e os empresários que sucessivamente mantiveram os espetáculos após a transferência de Pizzolante ao Rio de Janeiro: João Corrêa de Souza Carvalho (1921-1922); Nelson Figueiredo e Procópio Alvarenga, da empresa Figueiredo & Cia. (1922-1943); e Nilton Teixeira Carvalho e João Batista do Nascimento, da empresa Teixeira & Nascimento (1943-1958).