sábado, 29 de agosto de 2015

Igreja Matriz de Sant'Ana

Geovani Németh-Torres, Novembro de 2011 (atualizado em Agosto de 2015) 

* Publicado na Wikipédia

A igreja matriz de Sant'Ana é o principal templo católico da cidade de Lavras, Minas Gerais. 

História

A atual Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Lavras, construída entre 1751 e 1754, era originalmente a igreja matriz de Sant'Ana, até a construção da nova matriz, em 1917 [1].

Os planos para dotar a cidade com uma nova igreja que refletisse o espírito progressista da Belle Époque datam pelo menos de 1893, quando a paróquia é assumida pelo padre Francisco Severo Malaquias. Contudo, a construção do novo templo só começaria em 29 de junho de 1904, em terreno comprado do capitão Evaristo Alves de Azevedo por três contos de réis. Não foi uma obra simples; o custo total da construção foi de quase 120 contos de réis, recursos estes arrecadados graças ao intenso trabalho do pároco Malaquias, de seu sucessor, o padre Castorino de Brito, e de decisivo apoio da população. Um aspecto curioso daquela época é que, entre 1910 e 1911, operou na nave da Matriz ainda em construção o Cinema Sul-Mineiro, um dos primeiros de Lavras [2]. Finalmente, em 9 de setembro de 1917, a nova matriz foi sagrada pelo bispo de Campanha, Dom João de Almeida Ferrão.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Geovani Németh-Torres, Dezembro de 2010 (atualizado em Agosto de 2015)

* Publicado na Wikipédia.

A igreja de Nossa Senhora do Rosário é a construção mais antiga da cidade de Lavras, Minas Gerais.

História

O nome original do templo era capela de Sant'Ana, quando de sua edificação, entre 1751 e 1754. Ela foi elevada à condição de igreja Matriz em 1760, após a transferência da sede paroquial que até então ficava em Carrancas. Em 1765 era terminada a construção da nave-mor da Matriz [1].

No início do Século XIX foi construída uma igreja em homenagem à Nossa Senhora do Rosário que ficava onde hoje é o alto da Praça Leonardo Venerando. Esta edificação foi demolida em 1904, quando se iniciava a construção da nova Matriz de Sant'Ana. Em 1917 esta foi inaugurada, havendo assim a troca de nomes das igrejas: a velha Matriz passa a ser a igreja do Rosário.

sábado, 15 de agosto de 2015

História do Museu Bi Moreira

Geovani Németh-Torres, Setembro de 2011 (atualizado em Agosto de 2015)

* Publicado na Wikipédia.

Museu Bi Moreira é um museu de cunho histórico localizado no Campus Histórico da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Fundado em 1949, o museu conta com peças de grande valor histórico e cultural que mostram a cultura e história de Lavras, Minas Gerais e do Brasil, como instrumentos de tortura de escravos, materiais usados durante as duas Guerras Mundiais além de arquivos fotográficos e de documentos em geral.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

História de Lavras

Geovani Németh-Torres, Julho de 2011 (atualizado em Janeiro de 2016) 

 * Publicado na Wikipédia.

I – Início do povoamento 

Francisco Bueno da Fonseca (c. 1670-1752), líder de uma revolta contra um desembargador português em São Paulo em 1712 [1], veio, junto de seus filhos e outros sertanistas, a se estabelecer na região dos rio Capivari e rio Grande abaixo pelos anos de 1720 [2] ou 1721 [3]. Estes primeiros habitantes eram paulistas da vila de Santana do Parnaíba, e poucos anos depois de sua chegada, fundariam o arraial dos Campos de Sant’Ana das Lavras do Funil, em 1729 [4]. Nesta região, a família de Bueno da Fonseca estava empenhada na busca do ouro e também na abertura de novos caminhos até às Minas dos Goiases. Em 1737 os exploradores receberiam do governador Martinho de Mendonça uma carta de sesmaria confirmando a ocupação da terra, que se despontava na agricultura e pecuária. 

Em 18 de junho de 1759, Bartolomeu Bueno do Prado, neto do famoso Anhanguera e genro de Francisco Bueno da Fonseca, partiu do povoado à frente de sua tropa de quatrocentos homens, convocados de toda a capitania, para desbaratar a confederação quilombola do Campo Grande. A influência dos capitães-mores da família Bueno da Fonseca contribuiu para o rápido desenvolvimento do povoado: em 1760 este já possuía mil habitantes, o dobro de Carrancas, o que determinou a transferência da sede paroquial para a localidade mais populosa [5]. Em 1813 o arraial fora elevado à categoria de freguesia, quando do desmembramento de Carrancas. Possuía então 6 capelas curadas e 10.612 almas. 

sábado, 8 de agosto de 2015

(8 de agosto) Alferes Francisco Alves de Azevedo

É hoje o segundo aniversário da morte do alferes Francisco Alves de Azevedo.

Possuiu esse lavrense qualidades raras, que sua modéstia e delicadeza não deixaram resplender aos olhares de todos. No recesso, porém, de seu lar ele foi útil e benfazejo para muitos, guardando sempre reserva do bem que praticava. A sós com quem lhe recorria, conhecemos mais de um exemplo, ele confiantemente servia, com franqueza e sinceridade, sem perquirir mágoas, sem manifestar a ninguém o ato louvável que fizera.

sábado, 1 de agosto de 2015

"Minha Aldeia - A Pérola do Rio Grande", por Márcio Salviano Vilela

Márcio Salviano Vilela é um daqueles historiadores não-profissionais que consegue ser mais produtivo e relevante que muitos acadêmicos dos círculos universitários. Autor de várias obras de referência para a historiografia regional, eis que recentemente Márcio publicou mais um valioso trabalho sobre sua cidade natal, Ribeirão Vermelho. 

O livro "Minha Aldeia - A Pérola do Rio Grande. Apontamentos Históricos do Distrito de Ribeirão Vermelho, Comarca de Lavras, Estado de Minas Gerais, Brasil, 1901-1948", editado pela Indi (2014), se destaca à primeira vista pela dimensão: são 736 páginas! Seu conteúdo descreve com minúcia o processo de ocupação das terras adjacentes ao rio Grande na localidade outrora denominada Porto Alegre, que hoje é o município de Ribeirão Vermelho, um dos menores de Minas Gerais.