sábado, 15 de agosto de 2015

História do Museu Bi Moreira

Geovani Németh-Torres, Setembro de 2011 (atualizado em Agosto de 2015)

* Publicado na Wikipédia.

Museu Bi Moreira é um museu de cunho histórico localizado no Campus Histórico da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Fundado em 1949, o museu conta com peças de grande valor histórico e cultural que mostram a cultura e história de Lavras, Minas Gerais e do Brasil, como instrumentos de tortura de escravos, materiais usados durante as duas Guerras Mundiais além de arquivos fotográficos e de documentos em geral.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

História de Lavras

Geovani Németh-Torres, Julho de 2011 (atualizado em Janeiro de 2016) 

 * Publicado na Wikipédia.

I – Início do povoamento 

Francisco Bueno da Fonseca (c. 1670-1752), líder de uma revolta contra um desembargador português em São Paulo em 1712 [1], veio, junto de seus filhos e outros sertanistas, a se estabelecer na região dos rio Capivari e rio Grande abaixo pelos anos de 1720 [2] ou 1721 [3]. Estes primeiros habitantes eram paulistas da vila de Santana do Parnaíba, e poucos anos depois de sua chegada, fundariam o arraial dos Campos de Sant’Ana das Lavras do Funil, em 1729 [4]. Nesta região, a família de Bueno da Fonseca estava empenhada na busca do ouro e também na abertura de novos caminhos até às Minas dos Goiases. Em 1737 os exploradores receberiam do governador Martinho de Mendonça uma carta de sesmaria confirmando a ocupação da terra, que se despontava na agricultura e pecuária. 

Em 18 de junho de 1759, Bartolomeu Bueno do Prado, neto do famoso Anhanguera e genro de Francisco Bueno da Fonseca, partiu do povoado à frente de sua tropa de quatrocentos homens, convocados de toda a capitania, para desbaratar a confederação quilombola do Campo Grande. A influência dos capitães-mores da família Bueno da Fonseca contribuiu para o rápido desenvolvimento do povoado: em 1760 este já possuía mil habitantes, o dobro de Carrancas, o que determinou a transferência da sede paroquial para a localidade mais populosa [5]. Em 1813 o arraial fora elevado à categoria de freguesia, quando do desmembramento de Carrancas. Possuía então 6 capelas curadas e 10.612 almas. 

sábado, 8 de agosto de 2015

(8 de agosto) Alferes Francisco Alves de Azevedo

É hoje o segundo aniversário da morte do alferes Francisco Alves de Azevedo.

Possuiu esse lavrense qualidades raras, que sua modéstia e delicadeza não deixaram resplender aos olhares de todos. No recesso, porém, de seu lar ele foi útil e benfazejo para muitos, guardando sempre reserva do bem que praticava. A sós com quem lhe recorria, conhecemos mais de um exemplo, ele confiantemente servia, com franqueza e sinceridade, sem perquirir mágoas, sem manifestar a ninguém o ato louvável que fizera.

sábado, 1 de agosto de 2015

"Minha Aldeia - A Pérola do Rio Grande", por Márcio Salviano Vilela

Márcio Salviano Vilela é um daqueles historiadores não-profissionais que consegue ser mais produtivo e relevante que muitos acadêmicos dos círculos universitários. Autor de várias obras de referência para a historiografia regional, eis que recentemente Márcio publicou mais um valioso trabalho sobre sua cidade natal, Ribeirão Vermelho. 

O livro "Minha Aldeia - A Pérola do Rio Grande. Apontamentos Históricos do Distrito de Ribeirão Vermelho, Comarca de Lavras, Estado de Minas Gerais, Brasil, 1901-1948", editado pela Indi (2014), se destaca à primeira vista pela dimensão: são 736 páginas! Seu conteúdo descreve com minúcia o processo de ocupação das terras adjacentes ao rio Grande na localidade outrora denominada Porto Alegre, que hoje é o município de Ribeirão Vermelho, um dos menores de Minas Gerais.