quarta-feira, 25 de março de 2015

Sobre a tragédia e feiúra da urbanização de Lavras: tradições seculares (1903, 1925)

"O aspecto de muitas ruas é entristecedor, cortadas aqui e ali de falhas nas edificações, ladeadas de muros velhos e de terrenos em abandono ou tapados de cercas grosseiras e mal alinhadas (...). É uma falta de esmero do gosto que entre nós ainda não penetrou, de esmero pelo aspecto exterior das nossas habitações" (Álvaro Botelho).

Fonte: Relatório apresentado à Câmara Municipal de Lavras, 1903, p. 17.

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sábado, 21 de março de 2015

Oficinas da Estrada de Ferro Oeste de Minas (1918)

...em ruínas, porém ainda mais bela que muitos edifícios modernos recém construídos em nossa cidade.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Lavras vai à Guerra! (1917)

Eis a curiosa manchete do jornal lavrense "O Município" sobre a Declaração de Guerra pelo governo do presidente Wenceslau Braz à Alemanha em 1917: "Combate ao analfabetismo e aos bárbaros!"

Sabe-se que a contribuição brasileira na I Guerra Mundial foi modesta, porém o país ficou no lado dos vencedores. Não obstante, a "guerra ao analfabetismo" já dura quase cem anos com mais derrotas que vitórias...

Após a Declaração de Guerra de 1917, chegou a ocorrer em Lavras convocações e alistamentos de soldados, que não chegaram a entrar em combate. Data desta época a criação do "Tiro de Guerra", a Escola de Instrução Militar instituída em 7 de março de 1916. Uma curiosidade: terminado o conflito, o excedente dos recursos destinados ao treinamento militar acabou sendo usado para criar o primeiro estádio de futebol do Lavras Sport Club, o atual campo da Olímpica.

sábado, 14 de março de 2015

Saudades da Monarchia (1914)

Folha de Lavras. Lavras, Ano XXI, n. 919, 13 set. 1914

Saudades da Monarchia...

Republica é, não ha negar, o regimen de governo idéal para os povos fortes e Moraes, cujo gráu de civilização coincida com uma índole ordeira e intelligente, talcomo se dá com a Repubica dos Estados Unidos da America do Norte, o unico governo republicano organisado e forte no mundo.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Colônia Italiana em Lavras (1909)

Segue uma nota do jornal Folha de Lavras, de 14 de fevereiro de 1909.

A colonia Italiana de Lavras, confiadonos sentimentos humanitarios nunca desmentidos do povo que a hospeda, supplica-lhe um socorro para sobreviventes da grande catastrophe da Calabria e Sicilia, que enlucteceu a Italia, e encheu o mundo de piedade e horror.

sexta-feira, 6 de março de 2015

(6 de março) Sílvio do Amaral Moreira

Sílvio do Amaral Moreira
(15/07/1912 – 06/03/1994)
Bi Moreira foi “o mais lavrense de todos os lavrenses”, segundo Hugo de Oliveira; “a memória viva de Lavras”, de acordo com José Alves de Andrade; ou, conforme ele mesmo, “alguém que deve purgar sozinho o pecado de pensar em alguma coisa que aproveita mais aos outros do que a si próprio”.

Indubitavelmente, Bi Moreira foi um dos maiores incentivadores da cultura lavrense, um exemplo de tenacidade na busca de um ideal. Filho de José Moreira de Alvarenga e Altina Moreira do Amaral, nascera numa época de grande progresso em Lavras. O apelido de “Bi Moreira”, como nos conta José Alves de Andrade, surgiu nos tempos de infância, pois ele só conseguia pronunciar a primeira sílaba de “Bino”, abreviatura pela qual chamavam seu tio Urbino Amaral, o que causava certa hilaridade.


quinta-feira, 5 de março de 2015

(5 de março) John Henry Wheelock


John Henry Wheelock
(21/01/1898 05/03/1961) 
 John Henry Wheelock nasceu em 21 de janeiro de 1898 na pequena cidade de Colfax em Iowa, Estado americano de grande tradição agrícola. Diplomou-se em 1920 em Agronomia no Iowa State College e em 1921 no Agricultural and Mechanical College of Texas.

Veio para o Brasil em 1922, lecionando na UFLA quando então era apenas Escola Agrícola de Lavras. Trata-se de uma época marcante, pois foi quando se deu a I Exposição Agropecuária e Industrial de Minas Gerais, o lançamento da revista “O Agricultor”, a inauguração do prédio Álvaro Botelho (sede do Museu Bi Moreira) e a organização do Grêmio Agrícola (ancestral do DCE).