quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Livro: Lavras Sport Club: Documentos Históricos do Pioneiro de Nosso Futebol (1913-1937)


Lavras Sport Club:
Documentos Históricos do Pioneiro
de Nosso Futebol (1913-1937)


Enquanto vivemos um momento de grande importância histórica estando às vésperas da segunda Copa do Mundo de futebol disputada em solo brasileiro, muitos lavrenses talvez desejassem que a situação de nossas equipes locais estivesse em melhores condições, semelhantes aos tempos de triunfos e conquistas que jazem num passado cada vez mais distante. Felizmente notícias recentes sugerem que essa apatia e hibernação de nossos clubes tradicionais pode estar próxima de acabar, como o anúncio do retorno do Fabril às disputas do Campeonato Mineiro. Torçamos!

Leia aqui o livro "De Parnaíba às Lavras do Funil"

De Parnaíba às
Lavras do Funil:
Subsídios para a História das Origens de Lavras, 1712-1729

Há exatos trezentos anos, em 28 de outubro de 1712, a vida de Francisco Bueno da Fonseca e família tomara um rumo decisivo e irrevogável. Ao liderar a revolta contra o desembargador português Antônio da Cunha Souto Maior, sua presença em São Paulo não era mais bem-vinda, e logo Bueno da Fonseca precisaria se dirigir aos sertões longínquos da capitania, seu novo lar. De certo modo, pode-se dizer que este fato influenciaria infinito número de vidas que também estão ligadas a esta terra escolhida pelo paulista fugitivo, esta nossa querida terra dos Campos de Sant'Ana das Lavras do Funil.

Livro gratuito sobre a História de Lavras

A Atenas Mineira:
Capítulos Histórico-Culturais de Lavras

Lançado em comemoração ao 180.º aniversário do município de Lavras, este opúsculo é um singelo esforço para relembrar algumas memórias da Terra dos Ipês e das Escolas, publicadas na quarta fase do jornal “Acrópole”.

Com prefácio da também escritora Alexandra Teixeira da Silva, este livro é uma coletânea de pequenos textos de temas diversos sobre nossa história local. O trabalho foi inspirado na obra do museólogo e visionário Bi Moreira, e é dedicada a todos os professores e alunos lavrenses.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Historiador lavrense lança livro sobre Igreja Católica em Lavras



--- por Passos de Carvalho ---

O historiador e professor lavrense Geovani Németh-Torres, 24 anos, estará lançando no próximo dia 5 de novembro do fluente ano a obra inusitada sobre a história da religião católica em nosso município – “Os 250 Anos da Paróquia de Sant’Ana: Uma História da Igreja Católica em Lavras”. Além de professor formado em História, Geovani é especialista em Educação Especial e, atualmente, é graduando em Administração Pública na UFLA e membro do Rotaract Club de Lavras.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Jornal de Lavras: Restauração da Maria-Fumaça de Lavras repercutiu na mídia estadual

Fonte: http://www.jornaldelavras.com.br/index.php?p=10&tc=4&c=7275

Publicada em: 02/10/2013 23:09 - Atualizada em: 03/10/2013 09:44
Restauração da Maria-Fumaça de Lavras repercutiu na mídia estadual
Restauração da "Maria-Fumaça" da Praça da Estação foi pauta de matéria no jornal on-line Estado de Minas
Secretária Municipal de Cultura, Luíza Victorino Andrade, sendo entrevistada pela TV Universitária, um dos canais de comunicação que abordou o tema da restauração da locomotiva Baldwin. Foto: Jornal de Lavras


quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Revolução Constitucionalista de 1932 (Jornal de Lavras)

O Jornal de Lavras publicou nesta semana uma interessante reportagem sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, revolução esta que teve grande impacto para a cidade, com consequente estabelecimento do 8.º Batalhão da Polícia Militar.
Como registro pessoal, meu bisavô, o sargento José Olímpio e sua família, vieram justamente para Lavras devido à transferência do batalhão vindo de Belo Horizonte.
Confira um trecho da matéria:



Publicada em: 09/07/2013 23:20 - Atualizada em: 10/07/2013 10:10
A Revolução Constitucionalista e fragmentos da história de Lavras
A Revolução Constitucionalista de 1932 aconteceu em São Paulo e foi uma insurreição contrária ao novo quadro político que se instaurou no país após a Revolução de 30, brasileiros combateram brasileiros
Quatro estudantes são mortos em São Paulo no dia 23 de maio de 1932, são eles: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC) iniciais que estampou a bandeira da Revolução de 32. Foto do cartaz da Revolução



domingo, 7 de julho de 2013

"Contos das Lavras", pelo prof. Paulo Roberto da Silva

O prof. Paulo Roberto da Silva mantém um blog de muito sucesso com memórias, histórias e causos do passado de Lavras.
:=:=:
Um Professor invisível na Terra dos Ipês e das Escolas

Uma história diferente....Uma Kombi escolar lotada de belas donzelas cujo pai era “uma fera”. O assédio dos rapazes em frente ao colégio e no bonde com a colaboração e participação do trocador desse meio de transporte elétrico. O “sequestro” de uma das moças com a Kombi e tudo com final feliz, ficando para sempre com ele, as duas: a Kombi e a moça. Não bastasse isso, ainda tem a a figura indelével do “professor invisível” que desempenhou o principal papel nessa bela história coerente com o lema da cidade de Lavras: Terra dos Ipês e das Escolas. Confira, inclusive os registros fotográficos antigos e atuais em:

sexta-feira, 29 de março de 2013

Foto Antiga da Rua Francisco Sales


A Rua Direita, atual Rua Francisco Sales, no trecho logo acima da Matriz de Sant'Ana, anos 1930.
É uma das últimas imagens da arborização existente na rua, cujas árvores foram plantadas originalmente no início do Século XX. (Acervo do prof. Renato Libeck).

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O “Princípio de Mateus” – Breve Ensaio sobre as Elites Lavrenses – Parte II


            Observa-se que a natureza da elite lavrense mudou significativamente nos últimos cinqüenta anos. Anteriormente, os cidadãos mais relevantes na política, na economia e na intelectualidade estavam juntos para discutir os principais temas e projetos de relevância à população local, algo que desde então não ocorre com a mesma naturalidade, ou então apenas em casos menores, pontuais.

            Sim, a população aumentou, bem como a complexidade da sociedade, mas talvez o principal vilão do desvirtuamento das elites seja a transformação do Estado ocorrida na Era Vargas. Sua expansão e concentração de poder nutriu o germe do populismo e o culto ao político paternalista. Na prática, esta situação corrompeu o que havia de cívico nas elites políticas municipais. Outro problema foi que elas tiveram seus poderes confiscados, primeiro pelas elites estaduais, depois pelas elites nacionais: lembremos, como foi dito anteriormente, que os municípios ficam apenas com migalhas de impostos repassados pelos Estados e pela União, onde estão os grandes cofres-fortes. Assim, por mais boa vontade que os prefeitos e vereadores tenham – se e quando têm –, suas principais funções políticas se degeneram, ficando rebaixados à posição de fazer pequenos favores aos eleitores de modo a garantir sua reeleição.

            Outro efeito colateral do populismo foi o desfazimento do vínculo entre a elite política e a elite intelectual. Para começar, antes os líderes políticos estavam entre os cidadãos mais cultos e instruídos da sociedade, contudo nas últimas décadas o nível foi caindo até chegar ao show de horrores visível a cada dois anos nos horários eleitorais, quando uma ou outra destas anomalias se torna “Voça Esselença”.

Também nas últimas décadas, o papel social dos professores se alterou; dos escolares, sua capacidade de influenciar as elites minguou ao zero, tal como o respeito merecido e a importância devida; de seus “parentes ricos”, os professores de universidades, sua voz ainda costuma ser ouvida quando convidada. Mas, por uma infelicidade, são nos momentos em que sua opinião não é solicitada que ela mais precisaria ser ouvida, e nem todos ousam dar o grito.

Em muitos aspectos, a universidade brasileira parece um mundo a parte, desconexo do restante da sociedade. Beneficiada pelos impostos de milhões de brasileiros que nunca entrarão em seus recintos, a universidade pública é filha da lógica invertida das esferas de poder no Brasil. Se é verdade que o orçamento da UFLA é o dobro do da prefeitura de Lavras, chega a ser espantoso que a universidade, uma “cidadezinha” de  dez mil “habitantes” receba vinte vezes mais recursos per capita que a cidade em que ela está incrustada.

Não que a UFLA não tenha sua importância; pelo contrário, ela é tão importante que deveria fazer muito mais. Em meu ponto de vista, só para ficar num exemplo, eu creio que a universidade tem um projeto urbanístico magnífico, e se fosse um bairro de Lavras sem dúvida seria o mais agradável para viver. Sendo assim, a UFLA (elite intelectual) poderia, ou melhor, deveria influenciar as elites econômicas e políticas da cidade com seu conhecimento teórico e técnico para melhorar a estúpida urbanização de Lavras, em específico a dos novos bairros que surgem e que repetem os mesmos erros dos velhos.

“Ah, mas isto não é função da universidade”, você diria. Pode não ser, mas a elite, por ser elite, deveria tomar a frente destas coisas e começar a falar a mesma língua. Afinal, “a quem mais for dado, mais será cobrado”.

Vamos Reconstruir o Antigo Teatro de Lavras? Breve Ensaio sobre as Elites Lavrenses – Parte I

            Há algum tempo foi publicada no Facebook uma foto do antigo teatro, muito belo e saudoso para os lavrenses das décadas de 1930, 1940 e 1950. Quem o conheceu dizia que seu interior parecia com o La Scala, de Milão, Itália. De fato, algumas fotos do teatro em seus tempos áureos nos maravilha pelo seu esplendor e também nos choca por ele não mais existir.

            Sobre a publicação na dita rede social, espontaneamente sugeri que o antigo teatro fosse reconstruído se aproveitando a planta original em local onde hoje se encontra o buracão da Câmara Municipal, que por coincidência também foi demolido (que mania...). A proposta ganhou eco através de mensagens positivas de algumas senhoras, que reforçaram o desejo de tornar esta idéia uma realidade.

            E como fazê-lo? Infelizmente, em minha humilde insignificância, não posso dar uma resposta às senhoras. Por outro lado, se voltássemos há exatos 150 anos no tempo, quando Lavras ganhou seu primeiro teatro, a resposta seria simples: como fazer? Fazendo, oras!

            Para quem gosta de conhecer nossa história, é instrutivo consultar a ótima obra de referência do ribeirense Márcio Salviano Vilela, “A Formação Histórica dos Campos de Sant’Ana das Lavras do Funil  (2007). Quando no Século XIX e na primeira metade do Século XX alguns lavrenses decidiam construir uma benfeitora para a cidade, eles simplesmente se organizavam e a construíam. Para citar alguns exemplos, foi assim com o Teatro Sant’Ana (1862), a Santa Casa de Misericórdia (1865), a Casa de Instrução (atual Escola Estadual Firmino Costa, 1874), e a Matriz de Sant’Ana (1904-1917). Esta última inclusive é a mais cara e grandiosa das obras verdadeiramente públicas de Lavras, isto é, uma construção “dos lavrenses, pelos lavrenses e para os lavrenses”.

            Como isso era possível? Se observarmos quem eram os beneméritos destas obras nas listas transcritas por Vilela, os nomes quase sempre se repetiam, muitos deles sendo hoje lamentavelmente conhecidos apenas como meras referências geográficas em nomes de ruas: Ten. Firmino Sales, Dr. José Jorge da Silva, Cap. José da Costa Ribeiro, Com. José Esteves de Andrade Botelho, Pe. José Bento Ferreira de Mesquita, etc. Há mais de um século, eles eram a elite de Lavras.

Em verdade, quem lê livros sobre a História do Brasil-Império e sobre a República Velha costuma se deparar com o adjetivo “oligárquicas” para qualificar as elites desta época. “Oligarquia”, no caso, significa um governo em que poucas pessoas detêm o poder, usando-o em benefício próprio. Mas, com tantos exemplos em contrário, eu me pergunto até onde isto é verdade ou é somente puro ranço ideológico. (Aos que fizerem beicinho, sugiro que tracem um paralelo entre o Senado do Império e o Congresso da Nova República e me expliquem como a antiga Casa de estadistas se tornou um antro de mensaleiros).

            Ainda comparando as épocas, é paradoxal como temos no Século XXI muito mais recursos e facilidades tecnológicas que no Século XIX, e, mesmo assim não conseguimos nem chegar perto das realizações de nossos ancestrais!

            “A culpa é da Zelite”, diz o credo comunista. Sim, é verdade, a culpa é das elites, mas na verdade elas são culpadas não por serem elites, mas sim por não o serem. No passado, este grupo chamado elite era formado por elementos que se despontavam nas esferas econômica, política, militar e intelectual e que atuavam em conjunto conforme as necessidades da sociedade. Além do mais, muitas daquelas ações não se resumiam a troca de favores e benefícios mútuos, pois, guiados pelo espírito da caridade, elas também se espalhavam em espiral e atingiam também os que não tinham as mesmas condições privilegiadas. A Irmandade de Nossa Senhora das Dores e a Associação Propagadora da Instrução são exemplos notórios de instituições criadas pela elite lavrense com o propósito de fomentar a saúde e a educação dos pobres nas últimas décadas do Século XIX.

            Embora certamente não possamos idealizar o passado, também é falacioso continuar a demonizá-lo como excludente e patrimonialista. Não deixa de ser interessante notar que a desigualdade ainda persiste – e continuará persistindo –, mas aquelas louváveis atitudes da elite de ontem não mais encontram equivalentes hoje. O Estado brasileiro agigantou-se, seu raio de ação se ampliou e o custo desta maior atuação foi anular aqueles saudáveis traços de harmonia social que evocavam o espírito cívico, a paz e o progresso humano. Perdemos isso, e em troca nosso grande prêmio foi desfrutarmos dos piores sistemas de educação e saúde do mundo, a um custo em impostos que rebaixou todos os trabalhadores a um nível de semi-servidão.

Ainda sobre o teatro lavrense, “a Zelite” e a perdida harmonia social que falei, vejamos a seguinte sugestão: suponhamos que para reconstruí-lo em todo seu refino e requinte necessitássemos de um investimento de 700 mil reais. Estariam os setenta lavrenses mais ricos dispostos a desembolsarem 10 mil reais cada para financiar o projeto? “Ahaha, faz-me rir!”, seria a reação natural à proposta tão pueril. Por acaso, o Teatro Sant’Ana em 1862 custou Rs. 7:000$000 (sete contos de réis) [1], então equivalentes a sete quilos de ouro. Considerando o valor atual do grama de ouro a cem reais e imaginando que este valor fosse constante, sete quilos seriam os mesmos setecentos mil reais! E, mesmo que a obra atual fosse seis vezes mais cara, o esforço social conjunto ainda seria proporcional, pois a população lavrense sextuplicou nestes últimos 150 anos. Fora todas estas contas, o que importa é o fato de que a elite ancestral era suficientemente altruísta para conseguir coletar a soma necessária e fazer o teatro, conforme realmente aconteceu, enquanto seus descendentes são incapazes de fazê-lo, mesmo sendo muito mais ricos.

            Nós poderíamos continuar a jogar pedras e mais pedras nos ricos, pois este esporte já é tão difundido no Brasil que até poderia se tornar modalidade olímpica. Porém é verdade que a elite econômica lavrense não é composta por monstros egoístas, assim como é verdadeiro que apenas tolos ingênuos e patifes ardilosos acreditam nos devaneios do igualitarismo socialista. Não conheço nenhum levantamento a respeito, mas existem claros indícios que todos os anos os lavrenses mais ricos fazem doações que superariam em muito a quantia necessária para construir um teatro, um hospital ou uma escola. A diferença em relação ao passado é que atualmente não há mais os canais que concentrariam estes donativos de modo a realizar fins maiores. Graças ao nosso sistema tributário insano, num primeiro instante os (A) lavrenses têm de pagar milhões de reais em impostos para (B) Brasília e Belo Horizonte, para depois ter de recorrer a (C) políticos ou especialistas tributários – talvez de outras cidades ou Estados – para, quem sabe, receber uma fração de seu dinheiro expropriado através de um serviço meia-boca ou de uma obra superfaturada. [CONTINUA].



[1] É o que se estipula, baseando-se em VILELA, 2007: 336