domingo, 18 de fevereiro de 2018

O mistério do Bom Jesus de Matosinhos de Lavras

A historiadora portuguesa Isabel Lago, autora do livro "Uma Rota de Fé - a Devoção ao Bom Jesus do Matosinhos no Brasil" entrou em contato conosco recentemente sobre um mistério relativo à devoção do Bom Jesus de Matosinhos de Lavras.

Em verdade, há muito a pesquisadora havia contatado a prefeitura municipal de Lavras procurando por informações. O trecho de seu livro que narra esta pesquisa é o seguinte.


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Igreja Matriz de Sant'Ana

Geovani Németh-Torres, Novembro de 2011 (atualizado em Agosto de 2015) 

* Publicado na Wikipédia

A igreja matriz de Sant'Ana é o principal templo católico da cidade de Lavras, Minas Gerais. 

História

A atual Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Lavras, construída entre 1751 e 1754, era originalmente a igreja matriz de Sant'Ana, até a construção da nova matriz, em 1917 [1].

Os planos para dotar a cidade com uma nova igreja que refletisse o espírito progressista da Belle Époque datam pelo menos de 1893, quando a paróquia é assumida pelo padre Francisco Severo Malaquias. Contudo, a construção do novo templo só começaria em 29 de junho de 1904, em terreno comprado do capitão Evaristo Alves de Azevedo por três contos de réis. Não foi uma obra simples; o custo total da construção foi de quase 120 contos de réis, recursos estes arrecadados graças ao intenso trabalho do pároco Malaquias, de seu sucessor, o padre Castorino de Brito, e de decisivo apoio da população. Um aspecto curioso daquela época é que, entre 1910 e 1911, operou na nave da Matriz ainda em construção o Cinema Sul-Mineiro, um dos primeiros de Lavras [2]. Finalmente, em 9 de setembro de 1917, a nova matriz foi sagrada pelo bispo de Campanha, Dom João de Almeida Ferrão.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Geovani Németh-Torres, Dezembro de 2010 (atualizado em Agosto de 2015)

* Publicado na Wikipédia.

A igreja de Nossa Senhora do Rosário é a construção mais antiga da cidade de Lavras, Minas Gerais.

História

O nome original do templo era capela de Sant'Ana, quando de sua edificação, entre 1751 e 1754. Ela foi elevada à condição de igreja Matriz em 1760, após a transferência da sede paroquial que até então ficava em Carrancas. Em 1765 era terminada a construção da nave-mor da Matriz [1].

No início do Século XIX foi construída uma igreja em homenagem à Nossa Senhora do Rosário que ficava onde hoje é o alto da Praça Leonardo Venerando. Esta edificação foi demolida em 1904, quando se iniciava a construção da nova Matriz de Sant'Ana. Em 1917 esta foi inaugurada, havendo assim a troca de nomes das igrejas: a velha Matriz passa a ser a igreja do Rosário.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Visita Pastoral do Bispo de Mariana (1824)

Fonte: TRINDADE, Dom Frei José da Santíssima. Freguesia de Santana de Lavras do Funil. In: Visitas Pastorais de Dom Frei José da Santíssima Trindade (1821-1825). Belo Horizonte: Centro de Estudos Históricos e Culturais; Fundação João Pinheiro; Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, 1998, pp. 227-231. Coleção Mineiriana.

FREGUESIA DE SANTANA DE LAVRAS DO FUNIL, A 42 LÉGUAS DE MARIANA E 81 DA CORTE DO RIO DE JANEIRO, COM 1.195 ALMAS E 1.866 FOGOS, SEGUNDO UM MAPA DO REVERENDO VIGÁRIO DE 1822, E DE RENDIMENTO COBRÁVEL COM A CÔNGRUA DE 1:600$000.

Esta freguesia tem de longitude, do nascente ao poente, de 24 a 25 léguas, e de latitude de 7 a 8 léguas.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

História da Paróquia de Sant'Ana de Lavras

Paróquia de Sant’Ana (Lavras)

Forania de Lavras
Padroeira: Santa Ana
Dia Maior: 26 de julho
Pároco: Pe. Pe. Cristiano Francisco de Assis (SCJ)

Aproximadamente 50 km é a distância que separa Carrancas (MG), primeira sede da Paróquia de Sant'Ana, da cidade onde ela atualmente se encontra, Lavras. A referida Paróquia esteve sediada em Carrancas até meados do século XVIII quando o bispado de Mariana, Arquidiocese a qual a Paróquia de Sant'Ana fazia parte, foi contatado a fim de que ela fosse transferida para Lavras, cidade com população crescente e cuja devoção a Sant'Ana, mãe de Maria e avó de Jesus, tornava-se a cada dia mais expressiva.

Assim, em 1760 a Paróquia foi transferida e inaugurou-se em Lavras um novo templo, de arquitetura barroca, atualmente tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – a igreja do Rosário. Séculos mais tarde, em 1904, em meio a projetos de expansão da cidade de Lavras, foi firmado o compromisso de construção de uma outra igreja, que pudesse receber um número maior de fiéis. Para tornar possível o empreendimento, o então pároco, pe. Francisco Severo Malaquias, reuniu doações de toda a população. Tais esforços culminaram na inauguração, em 1917, da atual matriz da Paróquia de Sant'Ana.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

História da Praça Dr. José Esteves e da Praça Monsenhor Domingos Pinheiro



Recentemente foi publicado pela editora UFLA dois livros de ótima qualidade, escritos por Iracema Clara Alves Luz e Patrícia Duarte de Oliveira Paiva. As obras pertencem à coleção "Praças da Estrada Real" e tratam justamente de duas belas e simpáticas praças lavrenses -- a Dr. José Esteves, na Zona Norte, e a Monsenhor Domingos Pinheiro, no Centro.

Ambos os livros trazem muitas informações sobre estes jardins e seus entornos, além de grande número de fotos, várias do acervo de meu colega Renato Libeck, que certamente farão seus leitores se identificarem com estes patrimônios de nossa paisagem urbana.

Estas obras estão à venda na Livraria da UFLA e nas melhores livrarias da cidade.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Instituto Histórico e Geográfico de Lavras

Há muito se tem ventilado a idéia da criação de um Instituto Histórico e Geográfico de Lavras, iniciativa meritória e certamente bastante necessária. Sendo 2018 um ano particularmente marcante pelas comemorações do Sesquicentenário da Cidade de Lavras e dos 180 anos do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, parece-nos uma data salutar para a concretização deste objetivo.

Existe um interesse popular crescente em questões relacionadas à História de Lavras: constantemente são publicadas notícias na imprensa, além de existir vários sites e grupos nas redes sociais. Há também um número razoável de pesquisadores na área, ainda que seus esforços individuais talvez lograssem maior impacto com alguma coordenação. Um IHG-Lavras catalisaria estas ações, através, por exemplo, de uma revista publicada anualmente.

Tempos atrás fiz uma lista de possíveis patronos para as cadeiras de um vindouro Instituto Histórico e Geográfico nosso. Para tal, considerei ser adequado o número de vinte cátedras, parte para que os sócios efetivos sejam realmente efetivos, parte por ser uma quantidade realista ao rol de historiadores, pesquisadores e entusiastas atualmente ativos em estudos nesta área em particular. É possível que futuramente o número possa aumentar, claro, sem prejuízo aos propósitos de um IHG e sem rebaixamento do mérito esperado de um sócio efetivo.

A lista abaixo contempla vinte autores já falecidos com alguma obra relevante escrita para ou sobre a História de Lavras, dispostos cronologicamente pela data de publicação. Os futuros sócios podem ou não acatar esta sugestão, embora esta seja uma homenagem mais do que justa aos historiadores que nos antecederam, e cujos trabalhos valiosamente contribuíram para o conhecimento do passado de nossa terra.


1.         
1824
Dom Frei José da Santíssima Trindade
1762-1835
2.         
1845
Jean Claude Rose Milliet de Saint-Adolphe
n. 1780
3.         
1859
José Jorge da Silva
1810-1880
4.         
1864
Inácio Antônio de Assis Martins, Visconde de Assis Martins
1839-1903
5.         
1874
Bernardo Saturnino da Veiga
n. 1842
6.         
1907
Firmino Costa
1869-1939
7.         
1910
Samuel Rhea Gammon
1865-1928
8.         
1925
Dom Hugo Bressane de Araújo
1898-1988
9.         
1939
Alberto de Carvalho

10.      
1944
Ary Florenzano
1894-1983
11.      
1945
Waldemar Novais

12.      
1954
Fausto Teixeira
1920-1977
13.      
1958
Jacy de Souza Lima
1909-1976
14.      
1959
Clara Gennet Moore Gammon
1879-1971
15.      
1972
Getúlio de Oliveira

16.      
1975
Sílvio do Amaral Moreira
1912-1994
17.      
1980
Carlos Moreira Santos

18.      
1983
Hugo José de Oliveira
1929-2007
19.      
1992
Paulo Oliveira Alves
1928-2010
20.      
2005
Maria Olímpia Alves de Melo
f. 2014